Se você está com a passagem para Bogotá, Medellín ou Cartagena comprada, uma dúvida vai aparecer mais cedo ou mais tarde: levo dólar, levo real ou chego lá e me viro? Já aviso que não existe resposta única. Mas existe uma combinação que costuma funcionar bem, e dá para entender o porquê.
A moeda da Colômbia é o peso colombiano
Lá se usa o peso colombiano (COP). Os preços chegam a ter muitos zeros: um almoço simples pode custar 25 ou 30 mil pesos, e isso assusta no começo. Não se desespere. Na cotação que vi recentemente, 1 peso vale pouco mais de R$ 0,0015, ou seja, mil pesos ficam em torno de R$ 1,50. Essa conta muda todo dia, então confira antes de embarcar.
Uma dica boba que ajuda: pegue a calculadora do celular e memorize que mil pesos ≈ R$ 1,50. Com isso você faz a conversão de cabeça no restaurante.
Levar real?
Dá para trocar real por peso na Colômbia, mas não é a melhor ideia. A moeda brasileira tem pouquíssima procura por lá, e as casas de câmbio costumam pagar abaixo da cotação oficial. Em algumas, nem aceitam. Se você só tem real e não quer comprar dólar, dá para ir assim, mas vai perder um pouco no câmbio.
Levar dólar?
É a opção mais tradicional, e continua fazendo sentido. O dólar é aceito em praticamente todas as casas de câmbio e geralmente rende uma cotação melhor do que o real. Só tem um detalhe que mudou nos últimos anos: a compra de moeda estrangeira em espécie no Brasil passou a pagar 3,5% de IOF, e já não é mais aquele 1,1% de antes. Isso encareceu bastante a conta de quem compra dólar em casa de câmbio aqui.
Então o raciocínio é: dólar compensa se você consegue comprá-lo a um preço razoável. Compare a cotação final (já com o IOF) entre bancos e casas de câmbio antes de fechar.
E o cartão?
Aqui entra a parte que muita gente esquece. Hoje o IOF no cartão internacional também está em 3,5%, igual ao dinheiro em espécie. Ou seja, a diferença de imposto entre levar dinheiro e usar cartão praticamente sumiu. O que passa a pesar mais é a taxa de câmbio e as tarifas de cada banco.
Na Colômbia, o cartão é aceito em hotéis, restaurantes, shoppings e mercados de médio e grande porte. Já em feirinhas, tuk-tuks, táxis, lanchonetes pequenas e mercados de rua, o dinheiro vivo ainda manda. Dependendo da região, até gorjeta é paga em dinheiro.
Se for passar no débito ou crédito, duas coisas ajudam:
- Sempre escolha pagar em pesos, nunca na moeda do Brasil. A maquininha às vezes oferece converter para real, e essa conversão sai bem pior.
- Avise o banco que vai viajar, para o cartão não ser bloqueado por “atividade suspeita”.
Sacar no caixa eletrônico vale a pena?
É prático, mas atenção às tarifas. Os caixas colombianos cobram uma taxa fixa por saque (em alguns casos algo perto de 28 mil pesos), e o seu banco ainda pode cobrar a dele. Como a taxa é fixa, o truque é sacar o valor máximo permitido de uma vez, em vez de tirar notinhas pequenas várias vezes. Saque em caixa de banco, de preferência dentro de agências ou shoppings, e não em caixas isolados na rua.
Cartão de conta global ou pré-pago
Contas digitais como Wise, Nomad e outras permitem converter reais em dólar ou até em peso antes da viagem e usar o cartão lá. Em geral a cotação é bem mais próxima da oficial do que a de uma casa de câmbio tradicional. Vale simular no aplicativo antes de decidir, porque as condições mudam bastante de uma empresa para outra.
Então, o que eu levaria?
Se fosse viajar amanhã, eu dividiria assim:
- Um pouco de dinheiro vivo (dólar, ou real se for o que você tem), para o primeiro dia: transporte do aeroporto, um lanche, gorjeta.
- Cartão de conta global ou cartão de crédito para a maior parte dos gastos em lugares formais.
- Um saque maior no caixa eletrônico para ter pesos na mão durante a viagem, sem precisar tirar dinheiro toda hora.
- Um cartão reserva, de outro banco ou bandeira, guardado em lugar separado.
Onde trocar dinheiro por lá
Nos aeroportos há casas de câmbio, mas a cotação costuma ser pior que a do centro da cidade. Troque só o suficiente para chegar ao hotel e resolva o resto em casas de câmbio com boa avaliação, onde dá para comparar preços em duas ou três portas. Evite quem oferece troca na rua: além de arriscado, é um tipo de situação em que turista leva a pior.
Cuidados com segurança
Em cidades grandes, evite andar com muito dinheiro e não fique sacando dinheiro à vista de todo mundo. Prefira táxi ou aplicativo em vez de pegar carro na rua, e guarde o passaporte e parte do dinheiro no cofre do hotel.
Resumo rápido
- A moeda local é o peso colombiano (COP).
- Dólar costuma render melhor câmbio do que real, mas compare o custo total com o IOF de 3,5%.
- Cartão funciona bem na maior parte dos lugares, mas leve algum dinheiro vivo.
- Saque no caixa: faça um só, de valor alto, para diluir a tarifa.
- Sempre pague em pesos, nunca em reais.
- Confira as cotações e as regras no dia, porque tudo isso muda.




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